Metalongo melhora controlo de custos com a Winsig e o ERP Cegid PHC
2026-05-04
A Metalongo construiu o seu percurso ao longo de 45 anos com base em projetos exigentes, muitos deles únicos, onde o erro não tem espaço. Entre pontes, viadutos, estruturas industriais e soluções específicas como cofragens, a empresa habituou-se a trabalhar com elevados níveis de complexidade técnica.
Num contexto onde cada obra é diferente, garantir o controlo sobre os custos, os prazos e a produção não é essencial. Foi precisamente esta necessidade que levou ao reforço da parceria com a Winsig e à evolução do uso do Cegid PHC dentro da empresa.

Falámos com Pedro Bastos, administrador (ao centro), Maria Silva (à esquerda), gestora de compras e Sandra Queirós (à direita), gestora de obra, para perceber o impacto desta transformação.
Caraterize a atividade da Metalongo.
Pedro Bastos, administrador:
Somos uma empresa de metalomecânica pesada com 45 anos. Trabalhamos estruturas para pontes, viadutos, postos de abastecimento e também para a indústria química, como silos e condutas. Temos também um foco nas cofragens, que são moldes usados em obras mais complexas, como a construção de tabuleiros de pontes.
Cada projeto é diferente. Não fazemos produção em série, no fundo, fazemos protótipos.
Como se posicionam no setor da metalomecânica?
Temos certificação EN 1090 na classe EXC4, que é a mais exigente. Isso permite-nos executar qualquer tipo de estrutura metálica. Entrámos na exportação há cerca de 30 anos e hoje metade da produção é para os mercados externos.
O papel do ERP na gestão da Metalongo
Que papel tem o Cegid PHC no vosso dia-a-dia?
Utilizamos o Cegid PHC na gestão de obra, compras, contabilidade e vencimentos, na realidade é a base da nossa operação. O planeamento ainda é feito fora do sistema, mas o controlo da produção e da gestão passa pelo ERP, em articulação com os gestores de projeto e o diretor de fabrico.
Gerem o processo desde o orçamento até à execução dentro do software de gestão?
Fazemos uma gestão mista. O orçamento ainda é feito em folhas de cálculo, porque cada projeto tem muitas especificidades. Depois de adjudicado, passamos a informação para o Cegid PHC. A partir daí, a obra entra em produção e envolve todos os departamentos. As compras são feitas no sistema; no caso das subempreitadas, os gestores de projeto negoceiam e depois formalizam os pedidos.
Considera que existe uma boa comunicação entre os diferentes departamentos da empresa?
Existe boa articulação entre os departamentos comercial e produção. Fazemos reuniões, alinhamos projetos e identificamos pontos críticos. Claro que, numa obra que pode durar um ano, com várias equipas envolvidas, há sempre risco de perda de informação. Mas conseguimos resolver essas situações.
Controlo de custos e análise de desvios
Sandra Queirós, gestora de obra
Conseguem comparar custos estimados com custos reais?
Sim. Temos um desenvolvimento no Cegid PHC que nos permite fazer essa análise. Criámos uma tabela que vai buscar informação das ordens de compra em aberto e fechadas, incluindo valores faturados. Assim, conseguimos ver os gastos e o que ainda falta consumir em cada obra.
Quando existem diferenças, conseguem perceber a origem?
Conseguimos. O sistema dá-nos uma visão global e conseguimos identificar a categoria onde houve desvio. Depois analisamos se foi um problema de execução, de preço de material ou de orçamentação.
O que analisam quando a obra termina?
Temos de perceber a margem real e todos os custos. Se algo não corresponde ao que estava previsto, analisamos a origem para corrigir no futuro.
Esta análise já existia no sistema?
Não. Foi um desenvolvimento feito pela Winsig. Antes, o processo era todo manual. Tínhamos de analisar ordens de compra, faturas e movimentos um a um. Era repetitivo e demorava muito tempo.
Que impacto teve essa mudança?
Antes demorávamos um dia inteiro para fazer esta análise com rigor. Hoje, nas obras mais simples, é automático. Nas mais complexas, demoramos alguns minutos a ajustar e a tirar o relatório completo. Numa manhã conseguimos fazer o trabalho que antes ocupava o dia inteiro.
Compras e controlo de consumos
Maria Silva, gestora de compras
O que mudou na área de compras desde que trabalham com a Winsig?
Foi um processo gradual que foi mudando muita coisa dentro da Metalongo. Antes trabalhávamos com folhas de cálculo e processos manuais. Hoje, o registo é feito diretamente no Cegid PHC e temos acesso aos consumos em tempo real: chapa, gás, fio de soldar, por exemplo. Antes era tudo anotado manualmente em folhas que depois tinham de ser analisadas. Era um processo muito moroso e cansativo.
Que impacto teve essa integração?
Os custos por obra estão mais controlados e os stocks também. Cada consumo fica associado à obra, o que nos dá uma visão clara e real do que está a acontecer.
Como gerem os desperdícios?
Temos cerca de 15% de desperdício por obra. Parte pode ser reaproveitada, dependendo do material. O restante segue para tratamento.
A Winsig conseguiu responder ao que precisavam?
Sim. Fomos evoluindo em conjunto. Começámos com uma solução simples e fomos ajustando com base nas nossas necessidades. Validámos dados, acrescentámos informação e afinámos o processo. Hoje temos uma ferramenta que nos dá informação fiável em tempo útil.
Impacto na produtividade
A parceria teve impacto na produtividade?
Pedro Bastos:
Sim. Reduzimos o tempo de análise, melhorámos o controlo de custos e temos informação mais fiável. Isso reflete-se diretamente na produtividade da empresa. Ao nível das equipas também teve impacto na poupança de tempo nas análises e registos de informação, reduzimos a margem de erro na introdução e análise de dados e o trabalho flui com mais rapidez e precisão.
Quer melhorar o controlo da sua indústria de metalomecânica?
Se a sua empresa metalomecânica trabalha por projeto e sente dificuldade em controlar custos, consumos ou margens, o problema não está apenas na operação. Ajudamos a estruturar processos e a transformar o Cegid PHC numa ferramenta de controlo e decisão.
Fale connosco e perceba como pode aumentar a visibilidade da sua operação.

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