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5 razões para comprar um ERP português

2021-02-04

“Nuno, devo escolher um software de gestão nacional ou estrangeiro para o meu negócio? “

É a pergunta que mais me colocam e na maioria dos casos nem hesito na resposta.

Se está a pensar em implementar um software de gestão, partilho aqui os motivos pelos quais recomendo sempre um produto nacional. As minhas conclusões são fruto de mais de 20 anos a implementar softwares ERP - criados por empresas portuguesas e estrangeiras. 

Acredito que esta lista, com os 5 principais critérios, vai facilitar a seleção. 

O seu negócio é apenas tão eficiente e eficaz quanto os sistemas que usa para geri-lo 

 

Escolher um software de gestão é um passo importante. Será um companheiro de muitos anos e utilizado por inúmeros colaboradores. É um vínculo que se espera de longo-prazo. 

Deve investir tempo no processo de seleção para não se arrepender mais tarde e ter de fazer o processo de novo. Com perdas de tempo e frustração à mistura. 

A questão já não é: "devo ter um ERP?", mas "qual o melhor software de gestão para o meu negócio?". 

É na fase de levantamento de requisitos e análise de mercado que surgem as dúvidas quanto aos softwares e respetivos fabricantes. 

Seguem os principais motivos para optar por um produto nacional. 

 

Optar por um ERP português tem as seguintes vantagens...

 

1. Proximidade com os criadores do software influencia o próprio produto

 

Quem criou o produto está em Portugal. Os centros de decisão estão em território nacional. 

Esta proximidade geográfica cria uma linha de comunicação aberta entre quem cria - os fabricantes - e quem implementa. Nalguns casos, chega a ser possível chegar aos altos escalões da empresa, o que seria difícil (ou impossível) com um software estrangeiro.

Ao estarmos mais próximos de quem decide o futuro do produto, temos uma maior influência na sua evolução. O software molda-se aos requisitos e às exigências dos negócios portugueses - e não o contrário.

Por exemplo, se a Winsig percebe que um conjunto de empresas nacionais tem um problema comum, pode influenciar as atualizações do produto. Ou até a inclusão de novas funcionalidades. 

Imagina o mesmo tipo de resposta e personalização com um fabricante internacional? Pois, também temos as nossas reservas. 

Mas há mais. 

Os fabricantes nacionais, como a PHC, procuram a tecnologia mais avançada, o conhecimento e as melhores práticas a nível mundial
para depois as aplicarem nos seus produtos.

Enquanto cliente, terá o melhor dos dois mundos. A personalização que a proximidade oferece. E a inovação que a internacionalização facilita. 

 

2. Adaptação do software compatível com a legislação portuguesa

 

Os ERP nacionais são desenhados para a nossa realidade. Os produtos internacionais têm de abranger uma multiplicidade de países. 

Imagine-se a complexidade de desenhar um produto de processamento salarial que funciona em 100 países diferentes. 
Agora, imagine-se alterar esse produto para dar resposta às alterações impostas em cada país pelas várias medidas de apoio ao emprego provocadas pelo COVID-19. 

Sempre que há alterações legais e fiscais, os produtos internacionais têm mais dificuldade em responder em tempo útil a essas questões.

Os fabricantes estrangeiros até podem ter equipas atentas à realidade portuguesa.

Mas o nível de personalização e rapidez na resposta à mudança tende a ser mais lento - o que expõe a empresa a mais riscos (legais e tributários).

 

3. Simplicidade e total domínio do ERP por equipas especializadas

 

Os ERP internacionais têm que abranger realidade distintas de dezenas de geografias diferentes. Logo, são inerentemente mais complexos. 

Esta complexidade resulta na necessidade de especialização por áreas dos consultores que fazem as respetivas implementações. Não há ninguém que consiga abranger todas as funcionalidades do ERP.

Por exemplo, um processo que abranja a área comercial/logística/financeira irá necessitar de 3 consultores diferentes para ser implementado. 

Os ERP nacionais são bastante mais simples. Permitem que consultores experientes consigam dominar a totalidade do ERP.

 Nas atualizações das versões, esta simplicidade reflete-se no tempo necessário para efetuar a migração de versão, sem perder todas as customizações existentes. 

De poucas horas ou dias com um software nacional, passamos para semanas ou meses de trabalhos de consultoria com um ERP estrangeiro. 

 

4. Custo ajustado à realidade das empresas portuguesas

 

Os ERP internacionais têm valores superiores aos portugueses. Esta é a norma. A diferença de preço deve-se, em parte, à complexidade do próprio ERP e pela internacionalização do próprio produto.

As ferramentas disponibilizadas pelos fabricantes externos preveem responder a um extenso leque de requisitos de organizações estrangeiras. Incluem recursos que, por exemplo, as PME nacionais nem sequer necessitam.

Do ponto de vista do cliente, esta complexidade paga-se.

É também cada vez mais frequente o modelo de subscrição anual em que o cliente paga uma renda perpétua, mas nunca fica com a propriedade do ERP adquirido.

 

5. Adaptação do ERP ao tecido empresarial português 

 

Os ERP nacionais foram feitos por PME para PME. Os ERP internacionais foram feitos por grande empresas para grandes empresas. 

Quando lemos artigos desses fabricantes, indicando o mercado SMB (Small and MidSize Business) como sendo também o seu mercado natural, não nos devemos esquecer o que significa SMB para as empresas internacionais. 

A Gartner - uma das companhias referência no setor do IT - define da seguinte forma:

  • Pequena empresa: < 100 colaboradores e < 50 milhões de dólares de faturação anual;
  • Média empresa: 100 a 999 colaboradores e 50 milhões a 000 milhões de dólares de vendas.

Ora, a realidade portuguesa é “um pouco” diferente:

 

Tablea

 

 

Apesar dos critérios para definir uma PME serem os mesmos, há uma grande discrepância nos valores associados.

Assim, na definição do Gartner, as Small and MidsSize Business (SBM) vão até aos 999 empregados e 1.000 milhões de dólares de vendas. 
Fora desta definição ficaríamos em Portugal com apenas 25 empresas!

 

Se quer comprar um ERP, pergunte primeiro e decida depois.

 

A burocracia, a exposição ao risco e ao incumprimento são obstáculos à sustentabilidade financeira de qualquer negócio.

Mas acompanhar todas as mudanças na legislação é um trabalho a tempo inteiro - que a maioria dos gestores não se pode dar ao luxo. 

Com um fabricante de ERP nacional e uma equipa de suporte atenta, todas as mudanças e atualizações são rapidamente endereçadas.

A sua empresa estará mais bem preparada para responder às particularidades do mercado nacional. Com rapidez e segurança.

Afinal, por trás de um software de gestão, estão pessoas. Profissionais especializados que dominam a tecnologia.

Nuno Archer

Nuno Archer

CEO da Winsig

  • Mais de 30 anos de experiência em tecnologias de informação e ERPs
  • Investidor e mentor de projetos ligados à comercialização de tecnologia
  • Formação académica em Engenharia Informática e Gestão Avançada

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