BYOD: desafio premente da mobilidade corporativa
2015-05-02
Questão acesa no novo paradigma da mobilidade corporativa: BYOD, ou Bring Your Own Device. Se ainda não se viu confrontado com a decisão fulcral de abrir as portas a esta recente tendência da mobilidade corporativa, não deve estar longe o dia em que se irá sentar a uma mesa e debater se o BYOD passará a constar das práticas adotadas na sua empresa. Podemos inclusive perguntar se já chegou o dia em que não é exequível continuar sem delinear uma política de BYOD.
Mobilidade corporativa: o futuro já chegou?
Independentemente do seu setor de atividade, hoje em dia os colaboradores têm de possuir literacia tecnológica suficiente para poderem desempenhar as suas funções. Muito provavelmente, mesmo fora do horário de expediente, já possuem uma vida pessoal virtual que se dissemina por vários dispositivos, quer seja um computador de secretária, computador portátil, tablet ou smartphone. Essa vida não cessa nem é interrompida quando o colaborador inicia o seu dia de trabalho e é quase uma certeza que, mais cedo ou mais tarde, os seus colaboradores começarão a interrogar-se sobre a sua política de BYOD e políticas gerais de mobilidade corporativa.
Se as fronteiras entre vida privada e profissional se tendem a esbater ou a erodir por completo, com colaboradores a mostrarem uma disponibilidade constante, é lógico que também eles comecem a perguntar-se se e em que medida podem usufruir dos seus dispositivos no âmbito profissional, dentro e fora das quatro paredes da empresa. Quando a questão é colocada pela primeira vez, podem pesar os prós e os contras, mas em última análise, ou define a sua própria política de BYOD, ou outros tratarão de o fazer por si. Não definir uma política de BYOD é, de todas as opções, a decisão que acarreta mais riscos.
Pesar prós, avaliar os contras e encontrar o equilíbrio
Não existe uma resposta definitiva para a questão do BYOD no âmbito da mobilidade corporativa. Cada empresa deverá antes de mais reconhecer que o BYOD é uma tendência consolidada, com o potencial de se tornar a norma em determinadas indústrias ou setores de atividade e apresenta a possibilidade de ter um impacto positivo na sua empresa, mediante um enquadramento apropriado.
Do lado das vantagens, podemos apontar o possível aumento da produtividade e satisfação dos colaboradores e ainda uma potencial redução de custos na aquisição de equipamento informático. Em contraponto, algumas das desvantagens apresentadas pelo BYOD prendem-se com questões de segurança, que não devem de todo ser menosprezadas. Num segundo ponto, a questão de decidir exatamente qual o nível de acesso facultado a cada colaborador pressupõe o estabelecimento de todo um sistema de TI, apoiado numa estratégia de gestão que irá provavelmente acabar por ter um impacto profundo sobre toda a empresa.

Nuno Archer
CEO
- Mais de 30 anos de experiência em tecnologias de informação e ERPs
- Investidor e mentor de projetos ligados à comercialização de tecnologia
- Formação académica em Engenharia Informática e Gestão Avançada
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