Breve história do ERP: a ascensão de uma Solução de Gestão poderosa
2021-04-14
Enquanto os Beatles e os Rolling Stones começavam a sua carreira rumo ao estrelato, os sistemas de gestão davam os primeiros passos, naquele que também seria um percurso de sucesso.
A adoção de ERP esteve muitos anos restrita aos grandes players de mercado porque os computadores eram gigantescos e um ativo financeiramente inacessível.
Hoje não. Os sistemas integrados de gestão são um recurso acessível e poderoso, que representa uma grande oportunidade para as PME ao dar suporte a todos os processos de negócio.
O que é um ERP?
Uma empresa é mais que a soma das partes.
Da mesma forma que duas peças de madeira unidas suportam mais peso do que se estivessem separadas, uma organização é mais forte quando reúne num só sistema todas as suas forças.
Assim é um ERP.
Envolve a sinergia e o perfeito alinhamento entre os vários departamentos.
Os sistemas ERP são uma ferramenta de gestão empresarial que integra todas as informações da empresa e áreas de negócio num único sistema. Constituídos por peças de software expansíveis, têm uma gama de funcionalidades e aplicações disponíveis.
O ERP oferece um nível de integração, sem paralelo, de departamentos muito diferentes entre si. Só possível porque trabalha com uma base de dados única.
Porque foi preciso desenvolver um ERP?
O embrião do ERP nasceu no seio da indústria transformadora, nos anos 60. Dada a natureza do trabalho, as fábricas precisavam de uma forma mais fácil e eficiente de monitorizar e controlar o seu stock.
Mesmo com severas limitações tecnológicas, estas organizações desenharam o próprio sistema de computação centralizado.
Eram ferramentas básicas e rudimentares. Desenvolvidas internamente e que permitiam apenas automatizar o inventário.
Mas foi o pontapé de saída numa maratona que continua nos dias de hoje.
Década de 70: tecnologia domina o planeamento de recursos
A expansão económica e a maior disseminação computacional que marcavam a época favoreceram a criação do MRP, ou Materials Requirements Planning.
Este sistema permitiu à Indústria planear o uso de matérias-primas, gerir e monitorizar o seu inventário. Nada mais, mas o suficiente para ser uma ferramenta atrativa.
A partir daqui, os sistemas começaram a ganhar alguma popularidade. Várias empresas pioneiras começaram a incluir estes sistemas nos seus processos e rotinas empresariais.
Mas ao contrário do que sucede atualmente, eram recursos exclusivos.

legenda: Os softwares MRP exigiam um investimento avultado devido aos recursos computacionais associados.
Década de 80: Nasce o sistema que antecede o ERP
Os anos 80 assistiram a grandes avanços na tecnologia.
Foi uma época marcada pelo início das redes de computadores ligadas a servidores mais económicos e fáceis de usar - o que favoreceu uma revolução nas atividades de gestão da produção e logística.
O MRP II surgiu com mais recursos que o seu congénere. Tornou-se melhor a lidar com os processos de produção, tal como no cálculo dos recursos necessários, quantidades e agendamento da produção.
Mas a grande inovação surge na capacidade do sistema contemplar outras áreas da empresa (vendas, administração, comercial).
Década de 90: Cunhado o termo ERP pelo Grupo Gartner
Os anos 90 trouxeram o apogeu dos ERP.
Para o estrelado contribuíram a evolução das redes de computação, comunicação e a disseminação da arquitetura cliente/servidor.
Os sistemas expandiram-se além do controlo básico de stock e processos de produção.
Foi o primeiro passo para o ERP que conhecemos hoje.
O sistema de gestão incluía a integração total do negócio numa única base de dados - "a fonte da verdade" - para abranger outras funcionalidades relacionadas com o back office da organização. Tudo num único ecossistema digital.
Foi o Grupo Gartner quem surgiu com o acrónimo ERP - que vigora até aos dias de hoje.
Anos 2000: Integração do software de gestão com outras aplicações de negócio
Após a popularização e adoção generalizada do ERP, os fabricantes desenvolveram mais funcionalidades além da integração.
O Garner Grup esteve, mais uma vez, envolvido ao disponibilizar um software, baseado na internet, e que permita o acesso em tempo real à solução.
Nasce assim o ERP II.
Este renovado sistema estendeu as capacidades do próprio ERP com aplicações e sistema fora do negócio - como o CRM e o Business Inteligence. Cada add-on que era adicionado ao sistema de base, aumentava a capacidade preditiva do próprio programa.
Mas as implementações chegavam a demorar 2 anos - tempo inaceitável para as organizações. Para além de que eram dispendiosas.
Até que se aproxima o novo milénio.
Bug do milénio acelera adoção de ERP
Com os receios associados ao bug do milénio, as organizações começaram uma corrida aos softwares de gestão - que catapultou os ERP para o estrelato.
As novas ondas tecnológicas também influenciaram e alimentaram a disseminação do produto. A web e os web services foram componentes que facilitaram a integração e a partilha de informação.
O ERP tornou-se, assim, um produto atraente para as empresas de todas as dimensões e setores de atividade.
Hoje, a evolução continua à boleia dos avanços tecnológicos.
O futuro dos ERP passa pela Cloud, pela mobilidade e pela incorporação ou trabalho colaborativo com recursos de inteligência artificial.
Mais de 20 anos de experiência na implementação de ERP nas Pequenas e Médias Empresas
A Winsig não tem tantos anos de história como o ERP, mas também tem um currículo considerável.
Durante as duas décadas de atividade, no mercado nacional e internacional, as nossas equipas foram responsáveis por mais de 1.000 implementações do software Cegid PHC em empresas de várias áreas de atividade.
Durante esses anos, assistimos aos sucessivos upgrades ao sistema.
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