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Cansiltra: quase meio século a inovar no comércio de ferramentas e equipamentos

2025-09-26

Com raízes familiares e uma história de quase meio século, a Cansiltra consolidou-se como uma referência nacional no fornecimento de ferramentas e equipamentos tanto para o setor profissional como para o público. Em conversa com Miguel Tralhão, sócio-gerente, e Maria João Tralhão, diretora financeira, exploramos os marcos desta empresa sediada em Aveiro e os pilares do seu crescimento contínuo.

 

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Como nasceu a Cansiltra e quais foram os principais marcos da sua evolução?

Em 1998 formalizámos a criação da Cansiltra, mas mantendo a tradição iniciada pelo nosso pai no comércio de bicicletas, motorizadas e respetivos acessórios. Com o tempo, adaptámo-nos às exigências do mercado e dos clientes. Diversificámos a nossa oferta ao incluir o comércio das ferramentas para oficinas e, mais tarde, alargámos a linha a produtos para o setor agrícola, bricolage e ferramentas profissionais.

 

De que forma selecionam os vossos fornecedores e como garantem a qualidade da oferta?

Escolhemos fornecedores com forte presença no mercado e representamos várias marcas internacionais. A nossa equipa desloca-se frequentemente a feiras e eventos internacionais para acompanhar tendências e inovações. A combinação entre marcas premium e gamas acessíveis permite-nos responder eficazmente tanto ao cliente profissional como ao doméstico.

 

A Cansiltra atua em diferentes segmentos. Como definem e gerem os vossos mercados?

Sim, operamos em dois segmentos: temos 10 comerciais dedicados à revenda em Portugal continental, ilhas e Cabo Verde, e atuamos também no retalho, onde iniciámos há cerca de oito anos com uma pequena loja em S. Bernardo (Aveiro). Esta vertente revelou-se um complemento interessante ao nosso negócio de grosso.

 

Como surgiu a aposta nas lojas de retalho e quais foram os desafios iniciais?

O sucesso da loja de S. Bernardo levou-nos a investir em instalações próprias em Oiã, inicialmente apenas para revenda. Mais tarde, abrimos ali uma loja de retalho e, com os bons resultados, avançámos para uma terceira loja em Sangalhos. É uma área que nos motiva, e temos ambição de expandir a rede.

 

Que papel desempenha atualmente o retalho na estratégia da empresa?

Apesar do retalho representar cerca de 10% das vendas, o nosso core mantém-se na revenda. O crescimento da empresa foi sempre progressivo e orgânico. Com uma equipa de cerca de 50 colaboradores e um portefólio diversificado, estamos preparados para responder a diferentes perfis de clientes.

 

Qual é o vosso posicionamento nos mercados de revenda e retalho?

Assumimos um posicionamento de confiança, apoiado na qualidade dos nossos produtos e serviços. Temos uma oferta equilibrada entre preço e qualidade, capaz de satisfazer clientes dos setores agrícola, construção, drogaria, indústria, entre outros. Apostamos num serviço de excelência e numa relação próxima com quem nos procura.

 

O que distingue a Cansiltra das grandes superfícies e da concorrência?

O grande diferencial face às grandes superfícies está no atendimento personalizado. Nas nossas lojas, o cliente não só encontra o produto, como recebe aconselhamento especializado. Valorizamos o acompanhamento próximo para garantir que cada cliente leva exatamente o que precisa.

 

Que visão têm para o futuro da empresa e quais são os próximos passos?

Queremos continuar a crescer com sustentabilidade, utilizando capitais próprios. Essa tem sido a nossa filosofia desde o início e pretendemos manter esse rumo nos investimentos futuros.

 

Quer conhecer as soluções para o comércio por grosso e para o setor do retalho que temos para a sua empresa?

Entre em contacto connosco!

Ana Lopes

Ana Miguel Lopes

Corporate journalist

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