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Plastifa, um caminho de crescimento e inovação

2024-02-26

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A Plastifa teve um início modesto, com apenas duas máquinas de injeção, mas a qualidade dos produtos e a visão de futuro de Manuel Carvalho, diretor-geral, elevou o nome da empresa nos mercados nacionais e internacionais. Conheça a Plastifa através das palavras de Manuel Carvalho.

 

Manuel Carvalho Plastifa

Manuel Carvalho, diretor-geral

 
Quais foram os objetivos que o levaram a constituir a Plastifa?

A Plastifa surgiu de um investimento pessoal para servir o mercado das peças técnicas, tendo a nossa atividade começado pela produção para brinquedos e componentes elétricos. Passados alguns anos, e depois de ganhar alguma dimensão e nome no mercado, conseguimos obter a certificação de Qualidade ISO 9001 que nos abriu portas para trabalhar outras áreas de negócio, nomeadamente, o setor automóvel.

 

Até que ponto a certificação de qualidade acelerou os negócios?

A certificação de qualidade permitiu-nos começar a trabalhar para o setor automóvel e pouco tempo depois começámos a sentir a necessidade de adquirir mais máquinas e de contratar mais trabalhadores. Fruto destas necessidades surge a Unidade I, que ainda hoje se mantém como a área principal de fabricação da Plastifa e, passados alguns anos, surge a Unidade II.

 

A Plastifa já foi reconhecida com vários prémios a nível nacional. Considera que é um reflexo do crescimento sustentado que vos tem pautado?

Sim. Foi nosso objetivo, desde sempre, criar uma empresa com boa solidez económica e financeira.  Nesse sentido, fomos crescendo de forma sustentada e demos sempre passos sólidos quer a nível financeiro, de expansão de estruturas e de contratação de pessoal. Em 2011 começámos por receber o Estatuto de PME Líder e mantemos, desde 2014, consecutivamente, o Estatuto de PME Excelência. Em 2018 obtivemos a Certificação Top 5% e mantemos esse reconhecimento pelo 4.º ano consecutivo.

 

Trabalham mais para o mercado nacional ou para o internacional?

Trabalhamos para o mercado global. Os nossos principais clientes são empresas multinacionais que, na sua maioria, têm fábricas em solo nacional. Em termos percentuais, 88% da nossa produção concerne à exportação indireta, ou seja, entregamos diretamente nas fábricas multinacionais em Portugal do setor automóvel que, por sua vez, exportam para outros países. Os restantes 12% são para exportação direta.

 

Dispõem de um departamento de investigação e desenvolvimento?

Temos o departamento de projeto que é responsável por apresentar novidades, nomeadamente quanto à sustentabilidade dos materiais. A questão das matérias plásticas é muito relevante para nós, pese embora, que as peças que produzimos são de uso prolongado. O grande problema dos plásticos é a utilização única, o que não é o nosso caso. Os produtos que fabricamos são duráveis, de utilização prolongada, têm uma vida útil de 200 anos e são todos recicláveis. Quando trocamos de automóvel, estas peças são recicladas e é dada uma nova utilização; todas estão marcadas com o tipo de polímero em que é fabricado e, no fim da sua utilização, se forem desmontados são todos recicláveis. Existe, mais recentemente, outra corrente que estamos a investigar que concerne aos plásticos Bio. São plásticos que têm origem bio na sua formulação (componentes de origem biológica) ou têm um fim de vida que pode ser biodegradável. São materiais novos que estão a ser desenvolvidos e nós estamos a testar a sua aplicação na indústria. Antes de os introduzir no mercado temos de fazer inúmeros testes de vida e resistência, bem como a fabricação de protótipos e de amostras. Fazemos praticamente todo o processo internamente e contamos com laboratórios como o PIEP - Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros a quem recorremos para fazer testes que não podemos fazer internamente.

 

O software de gestão que utilizam é um elemento preponderante no sucesso da gestão da Plastifa?

A parceria que temos com a Winsig, o nosso parceiro de implementação do PHC, tem sido fundamental para o nosso desenvolvimento. Começámos a utilizar o PHC em 2012, com uma gama básica e passados sete anos, já estávamos a utilizar a gama premium, isto porque o PHC é um software que permite uma customização avançada e é possível fazer programação para se adaptar às necessidades e crescimento da Plastifa. O início pautou-se por projetos pontuais como a otimização do armazém. De seguida, apostámos em projetos mais avançados como a digitalização da fábrica e, atualmente, temos toda a empresa a trabalhar em suporte digital, simplesmente não utilizamos papel. A Winsig desenvolveu uma aplicação de shop-floor, integrada no nosso PHC, que regista todas as informações das peças que produzimos como a qualidade, custos, stock, produção, materiais, entre outros detalhes relevantes. Os funcionários utilizam tablets para efetuarem estes registos que, são registados diretamente no PHC.

 

Plastifa Plásticos

 
Ao nível da gestão, como descreve a utilidade da integração destes dados no PHC?

É fantástica. Quando precisamos de tomar ações podemos fazê-lo de imediato, porque a informação está disponível on-line e consultável em qualquer lugar e em tempo real, num Tablet, telemóvel ou PC. Conseguimos ter acesso a informações vitais como a avaria de uma máquina, se alguma peça saiu com defeito e agir em conformidade.

 

Construíram, em 2015, um Edifício Social para os vossos trabalhadores. Em que consiste e quais os efeitos desta iniciativa?

A motivação e a satisfação dos colaboradores são aspetos que nos fazem criar mais e melhores condições de trabalho para que estes se sintam satisfeitos por trabalharem na Plastifa. Poder tomar um banho depois do trabalho, ter uma sala com todas as condições para poderem usufruírem das suas refeições são aspetos relevantes para complementar as boas condições de trabalho que oferecemos. Este edifício também dispõe de salas de formação devidamente equipadas para podermos manter os nossos funcionários sempre atualizados. A nossa cultura empresarial prende-se em atuarmos em várias frentes para contribuir para a motivação dos colaboradores e o resultado deste posicionamento é que temos uma equipa estável e nos vários períodos em que houve escassez de mão de obra, nós não sentimos essa dificuldade, conseguimos sempre contratar os perfis que procuramos. Este é o reflexo da nossa cultura empresarial, as pessoas que conhecem os nossos trabalhadores sabem quais são as condições que oferecemos aos nossos funcionários e muitos almejam vir trabalhar connosco para poderem usufruir dessas regalias.

 

A responsabilidade social da Plastifa também se estende para a freguesia?

Sim. Ajudamos sempre que possível as atividades realizadas na localidade, como ajuda para a festa do padroeiro da freguesia, para as obras da Igreja, e o Centro Social; mas o maior reflexo do nosso apoio prende-se com a empregabilidade que ascende aos 87 trabalhadores – de dentro e fora da freguesia – a quem asseguramos um posto de trabalho.

 

A Plastifa está num ponto em que atingiu a estabilidade, mas certamente tem objetivos para os próximos anos. Quer partilhar alguns?

Temos planos para conquistar, a médio prazo, outros mercados que não o automóvel, mas pretendemos manter sempre o automóvel como um mercado estratégico para nós. Estamos a pensar, mais concretamente, no mercado da saúde. Este é um mercado que se encontra em crescimento, por um lado, devido ao envelhecimento da população mundial e, por outro, devido às novas tecnologias e inovações que estão a surgir neste setor e que vai necessitar de quem dê resposta à fabricação de dispositivos e acessórios de plástico. É um mercado com grande potencial, muito técnico e exigente que não está aberto a qualquer empresa. Vamos começar pela Alemanha, país no qual já realizámos uma feira da saúde e verificámos que existe um mercado a quem podemos dar resposta com os dispositivos médicos. Já temos um comercial a fazer angariação de clientes para esta área e acreditamos ter novidades a médio prazo. A utilização da Inteligência Artificial nas nossas unidades de produção será uma realidade num futuro próximo, uma vez que pode facilmente fazer as tarefas repetitivas e monótonas e o colaborador pode aplicar as suas capacidades em tarefas de maior complexidade.

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Ana Lopes

Ana Miguel Lopes

Corporate journalist

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