Como a Pentaline aumentou o controlo e a produtividade em projetos industriais com o Cegid PHC
2026-06-09
Num contexto industrial exigente, em que cada projeto requer um controlo rigoroso de custos, prazos e execução, a Pentaline encontrou no software de gestão Cegid PHC uma base para ganhar controlo e apoiar o seu crescimento.
Nesta entrevista, João Almeida, CEO e Paulo Costa, CFO explicam como o Cegid PHC, com o apoio da Winsig, transformou a forma como gerem projetos e dados empresariais.

João Almeida e Paulo Costa
Produção por projeto e desenvolvimento de equipamentos industriais
Para contextualizar, o que faz a Pentaline e como funciona a vossa operação?
João Almeida:
A Pentaline dedica-se à conceção, produção, instalação e manutenção de equipamentos industriais, sobretudo para as áreas alimentar e de bebidas, também com projetos em setores como o farmacêutico, o tabaco e o papel higiénico.
Trabalhamos em produção por projeto, apesar de já possuirmos um portfólio de soluções próprias que desenvolvemos ao longo dos anos, como por exemplo, uma gama de paletizadores EvoPal® e despaletizadores EvoDPal®. Desenvolvemos o produto internamente, apresentamos a proposta e, após a adjudicação, avançamos para o projeto técnico. A partir daí, geramos listas de peças, tratamos do aprovisionamento, produção, montagem e testes. O processo termina com instalação no cliente, comissionamento e teste final de aceitação.
Intralogística e soluções desenvolvidas à medida do cliente
Em que áreas da indústria atuam e qual é o vosso posicionamento técnico?
Atuamos na intralogística, ou seja, garantimos a manipulação do produto dentro da fábrica. Intervimos na despaletização inicial, no transporte interno e na paletização final.
Integramos todos os processos da linha produtiva. Em muitos casos, conseguimos montar uma linha completa e colocá-la a funcionar com mínima intervenção humana.
Afirmo muitas vezes que o nosso valor está na engenharia. Não executamos projetos de terceiros; temos know-how próprio e capacidade interna, desenvolvendo depois a solução com base na necessidade do cliente.
Qual é o nível de exigência dos vossos clientes?
Na Europa, o nível médio exigido ronda os 98% de eficiência. Com as soluções que desenvolvemos, conseguimos reduzir microparagens e tentamos fazer sempre mais do que nos é exigido.
Onde está a principal dificuldade na execução dos projetos?
O maior desafio é o espaço disponível. Muitas vezes temos de integrar soluções complexas em áreas muito limitadas. Ainda assim, conseguimos encontrar uma solução funcional.
Como a Pentaline utiliza o Cegid PHC na gestão dos projetos
Em que áreas utilizam o software de gestão Cegid PHC?
Paulo Costa:
Utilizamos vários módulos do Cegid PHC, com destaque para os módulos de gestão, comercial, produção e financeiro.
Toda a operação passa pelo ERP. O ciclo começa na abertura do projeto e toda a informação fica registada e atualizada, o que permite acompanhar o estado de cada projeto a qualquer momento.
Informação em tempo real para aumentar o controlo e a produtividade
Como gerem a informação operacional e os custos?
Temos o processo integrado. Os materiais entram no armazém e são rapidamente encaminhados para a produção, uma vez que trabalhamos por projeto.
Esta informação alimenta as ordens de produção e permite análise posterior no sistema.
Também conseguimos gerir informações remotamente. Quando as equipas estão no terreno, utilizamos uma aplicação desenvolvida pela Winsig que permite registar tempos e pedidos de assistência em tempo real. Isto melhora a rapidez de resposta ao cliente.
Que impacto teve a Winsig e o ERP na vossa operação?
A entrada da Winsig teve impacto direto na organização e na recolha de informação, uma vez que o ERP passou a ser o ponto central da gestão.
Ao longo dos anos, automatizámos processos, criámos alertas e fizemos desenvolvimentos à medida. Eliminámos tarefas manuais e reduzimos erros, sobretudo no registo de horas. Hoje temos informação mais fiável e disponível no momento certo.
Pode dar um exemplo concreto desse impacto?
Conseguimos acompanhar as obras em tempo real através de dashboards no ERP.
Temos informação sobre tempos previstos e executados, materiais, subcontratos, custos e orçamento. Conseguimos perceber de imediato se há desvios e atuar mais cedo. Também avaliamos fornecedores com base nesses dados, o que é crítico para manter a qualidade.
Desenvolvimentos à medida para responder às necessidades da empresa
E do ponto de vista da gestão global?
João Almeida:
A evolução foi muito significativa. Antes, muitos processos eram manuais e a análise era feita no final do projeto. Hoje temos uma visão contínua dos custos e dos proveitos e isso mudou a forma como gerimos a Pentaline. O ERP foi um acelerador no desenvolvimento dos projetos: permite, por exemplo, ligar o projeto técnico ao stock, aos custos e às necessidades de compra.
Até que ponto o sistema está adaptado à vossa realidade?
Paulo Costa:
Mais de 50% do ERP está desenvolvido à medida da Pentaline, com apoio da Winsig. Temos também uma aplicação para equipas externas, que permite aumentar a autonomia e garantir informação em tempo real.
Os próximos objetivos da Pentaline
Quais são os próximos objetivos da empresa?
João Almeida:
Queremos consolidar a presença no mercado nacional e estruturar a expansão internacional. Temos capacidade para entregar projetos chave na mão e queremos aumentar a capacidade produtiva e de resposta geral em função da crescente procura que a Pentaline tem tido.
Como melhorar o controlo dos seus projetos industriais

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