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Inoxcom: como a digitalização reforçou a rastreabilidade da produção e apoiou o crescimento da empresa

Inoxcom: como a digitalização reforçou a rastreabilidade da produção e apoiou o crescimento da…

Na indústria alimentar e farmacêutica, cada componente tem de ter um histórico que possa ser consultado anos depois. É por isso que a rastreabilidade da produção é uma das principais exigências da Inoxcom, empresa portuguesa de Vale de Cambra que fabrica componentes em aço inoxidável para fabricantes de equipamentos destes setores.

Neste caso de estudo, Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom, explica como a empresa evoluiu desde 2000, porque decidiu digitalizar processos e que papel teve a Winsig no desenvolvimento de soluções à medida da sua atividade.

Em resumo

  • A Inoxcom é uma empresa portuguesa de Vale de Cambra, fundada em 2000 por José Santos e Margarida Santos.
  • Fabrica componentes em aço inoxidável por medida, sobretudo para empresas que produzem equipamentos para as indústrias alimentar e farmacêutica.
  • Tem 35 colaboradores, mais de 30 máquinas CNC e 2.000 m² de área coberta.
  • Tem de conseguir reconstruir o histórico de um lote vários anos depois: material, máquina, controlos e documentação.
  • Trabalha com a Winsig desde o início de 2015, com o Cegid PHC CS e o WIN Produção, uma solução da Winsig adaptada aos processos da empresa.
  • Resultado, nas palavras da empresa: «temos toda a informação no ecrã a qualquer momento».

Veja o testemunho da Inoxcom

No vídeo, Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom e filha dos fundadores, conta como a empresa passou de um projeto familiar a uma unidade industrial com mais de 30 CNC. Explica também porque a rastreabilidade é determinante para quem produz componentes para equipamentos alimentares e farmacêuticos e descreve a relação com a Winsig.

Como cresceu a Inoxcom, da garagem da família a mais de 30 CNC?

A Inoxcom foi fundada em 2000 por José Santos e Margarida Santos, pais de Sílvia Santos, que integrou a empresa em 2013. Começou como uma atividade em part-time para reforçar o rendimento da família.

Nos primeiros anos, a Inoxcom produzia pequenos acessórios roscados, de baixo valor acrescentado, para empresas da região de Vale de Cambra, sobretudo dos setores do vinho e do fabrico de cubas.

Os marcos do crescimento

AnoMarco
2000Fundação, na garagem da casa da família, com um funcionário
2002Compra da primeira máquina CNC; José Santos aprende a programá-la de forma praticamente autodidata
2013Mudança para um pavilhão arrendado de 400 m²; a equipa passa a cinco pessoas
2015Início da digitalização com a Winsig
Hoje35 colaboradores, mais de 30 CNC e 2.000 m² de área coberta


De fornecedor de produtos a prestador de serviço

Com o tempo, a Inoxcom passou a trabalhar para indústrias onde o aço inoxidável é mais valorizado e onde prazos e qualidade são críticos. Em vez de oferecer um catálogo de produtos, a empresa passou a apresentar-se como capaz de produzir o que o cliente precisar, dentro das suas capacidades de produção.

«Mudámos um bocadinho o paradigma da nossa empresa quando percebemos que, em vez de vender um produto ao mercado, conseguimos vender todo um serviço.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom.

Porque é que a rastreabilidade da produção é crítica para a Inoxcom?

A rastreabilidade da produção é a capacidade de reconstruir o histórico de fabrico de um componente: materiais, equipamentos, controlos, documentação e etapas do processo. Para a Inoxcom, é crítica porque os seus componentes ficam dentro de equipamentos que produzem alimentos e medicamentos.

Componentes integrados em equipamentos alimentares e farmacêuticos

A Inoxcom trabalha sobretudo para empresas que fabricam equipamentos destinados à produção de alimentos ou medicamentos. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, produziu componentes para equipamentos usados no fabrico de uma vacina contra a doença.

«Trabalhar para as áreas alimentar e farmacêutica traz uma responsabilidade acrescida, em primeiro lugar, porque estamos a mexer com a vida e a saúde das pessoas.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom

Que informação tem a Inoxcom de conseguir reconstruir anos depois?

Um componente não se avalia apenas pela forma ou pela dimensão. A Inoxcom tem de garantir que as tolerâncias foram cumpridas e que o material é adequado ao produto final, seja um iogurte, arroz ou um medicamento. Se surgir um problema num lote, a empresa tem de conseguir identificar, anos depois:

  • Que matéria-prima foi utilizada;
  • Em que máquina o componente foi produzido e se houve alguma anomalia no equipamento;
  • Se o controlo de qualidade foi efetuado;
  • Se toda a documentação associada está em ordem.
«Nós temos de garantir que daqui a cinco anos, se houver um problema num lote produzido por nós, […] temos que conseguir ter a rastreabilidade.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom

É esta ligação entre material, equipamento, controlo e documentação que define a rastreabilidade industrial. No setor alimentar, esta exigência tem enquadramento legal: o Regulamento (CE) n.º 1935/2004 determina que a rastreabilidade dos materiais e objetos destinados a entrar em contacto com os alimentos deve ser assegurada em todas as fases. Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), estes materiais incluem também a maquinaria e o equipamento utilizados para processar alimentos.

Porque é que os registos manuais deixaram de ser suficientes?

Os registos manuais deixaram de ser suficientes porque a Inoxcom cresceu em máquinas, pessoas e encomendas. Numa estrutura pequena, parte da informação podia ser registada à mão; com mais de 30 CNC, esse modelo deixou de acompanhar o ritmo da produção.

A empresa não queria aumentar a capacidade produtiva à custa de mais pessoas dedicadas a tarefas administrativas. A resposta passou pela digitalização.

«Começámos a perceber que, para conseguir dar resposta, para aumentar a nossa capacidade produtiva, para não alocar todas as pessoas a trabalhos manuais, a registos manuais, teríamos de digitalizar.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom.

O objetivo era claro: reforçar o controlo integrado da produção e da informação para crescer sem depender de registos em papel.

Como é que a Winsig apoiou a digitalização da Inoxcom?

A Inoxcom trabalha com a Winsig desde o início de 2015. A solução assenta no Cegid PHC CS e no WIN Produção, uma solução desenvolvida pela Winsig e adaptada aos processos de produção da Inoxcom. Com ela, a informação que antes dependia de registos manuais passou a ser registada e consultada digitalmente.

Porque escolheu a Inoxcom desenvolvimentos à medida?

Antes de avançar, a Inoxcom avaliou módulos já existentes no mercado e concluiu que nenhum respondia a todas as necessidades de uma atividade tão especializada. Por isso, todos os desenvolvimentos feitos com a Winsig têm sido à medida da empresa.

«Consideramos que trabalhamos numa área bastante diferente, bastante especializada, e não encontrámos nada que correspondesse a todas as nossas necessidades. Preferimos ser nós a desenvolver à nossa medida.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom

O que mudou com a digitalização?

Hoje, a Inoxcom consulta a qualquer momento, no ecrã, a informação de que precisa para gerir a produção e responder às exigências de rastreabilidade. Para a empresa, essa disponibilidade tornou-se uma condição para continuar a crescer.

«Tem sido uma ferramenta essencial para nós podermos continuar a crescer e desenvolver. Sem isso era impossível conseguir gerir tanta coisa.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom

Sobre a relação com a Winsig, Sílvia Santos destaca a vontade de perceber o negócio da Inoxcom antes de propor soluções:

«A Winsig é um parceiro que sabe olhar para a nossa essência, que tem vontade de perceber como é que nós trabalhamos e para o que é que trabalhamos.» — Sílvia Santos, Assessora da Direção da Inoxcom

O que podem outras empresas industriais aprender com a Inoxcom?

O percurso da Inoxcom deixa três ideias úteis para empresas industriais em crescimento, sobretudo as que trabalham para setores regulados:

  • Digitalizar antes que os registos manuais travem o crescimento. Quanto mais máquinas e encomendas, mais difícil é manter o controlo em papel.
  • Rastreabilidade é relacionar informação. Saber que uma peça foi produzida não chega: é preciso ligá-la ao material, à máquina, aos controlos e à documentação.
  • Avaliar se as soluções standard servem o processo. Em atividades muito especializadas, desenvolvimentos à medida podem responder melhor aos requisitos de qualidade.

A digitalização da fábrica da Plastifa é outro exemplo de uma empresa industrial portuguesa que seguiu este caminho.

Perguntas frequentes

O que faz a Inoxcom?

A Inoxcom é uma empresa portuguesa de Vale de Cambra, fundada em 2000, que fabrica componentes em aço inoxidável por medida. Trabalha sobretudo para empresas que produzem equipamentos para as indústrias alimentar e farmacêutica.

Que informação precisa a Inoxcom de rastrear em cada lote?

A matéria-prima utilizada, a máquina onde o componente foi produzido, eventuais anomalias no equipamento ou no material, os controlos de qualidade efetuados e a documentação associada. A Inoxcom tem de conseguir consultar esta informação vários anos depois da produção.

Que solução de gestão utiliza a Inoxcom, e desde quando?

Desde o início de 2015, a Inoxcom utiliza o Cegid PHC CS e o WIN Produção, uma solução desenvolvida pela Winsig e adaptada aos seus processos de produção.

Porque é que a Inoxcom decidiu digitalizar processos?

Para aumentar a capacidade produtiva sem alocar cada vez mais pessoas a registos manuais e para garantir a rastreabilidade exigida pelos setores alimentar e farmacêutico.

Porque optou a Inoxcom por desenvolvimentos à medida?

Porque, depois de avaliar módulos existentes no mercado, não encontrou nenhum que respondesse a todas as necessidades de uma atividade tão especializada.

O que é a rastreabilidade da produção?

É a capacidade de reconstruir o histórico de fabrico de um produto ou componente: materiais utilizados, equipamentos, controlos efetuados, documentação e etapas do processo.

Quer reforçar a rastreabilidade da produção na sua empresa?

Quando a produção cresce, a informação a controlar cresce ao mesmo ritmo. A Winsig ajuda empresas industriais a digitalizar processos e a desenvolver soluções adaptadas à sua atividade, do registo da produção à rastreabilidade de cada lote.

Peça uma análise dos seus processos à Winsig

Fontes

Ana Miguel Lopes

Sobre o Autor

Ana Miguel Lopes

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